Entre os dias 05 e 15 de outubro de 2010 representante do Grupo LAMCE estará na Guatemala participando de duas grandes atividades lésbico-feministas.
A primeira atividade será a Avaliação dos projetos apoiados pelo consórcio de financiadores latino-americanos de grupos de mulheres e pela Astrea Foundation. Aqui no Brasil, desde 2008, o grupo LAMCE e mais 8 grupos de lésbicas e mulheres bissexuais têm os seus projetos sociais financiados e fortalecidos pelo Fundo Social ELAS. Assim, dias 05,06,07 e 08 de outubro, serão destinados não somente para refletir sobre estes projetos sociais voltados para lésbicas, bissexuais e mulheres transexuais, bem como será um momento de pensar novos rumos para estes grupos e fazer intercâmbio entre os grupos de lésbicas e bissexuais da América-Laina e Caribe.
É importante compartilharmos com todas/os vocês que, se hoje o Grupo LAMCE tem uma sede - a Casa Feminista Nazaré Flor- , maior visibilidade e incidência política é devido a confiança do Fundo Social ELAS, que acreditou no nosso projeto chamado "“A VISIBILIDADE DOS SUJEITOS POLÍTICOS LÉSBICAS: FORTALECENDO E EMPODERANDO AS MULHERES LÉSBICAS DO CEARÁ, A PARTIR DO FEMINISMO”. Esteve projeto teve como objetivo contribuir para o formação do pensamento crítico e a consolidação de ações feministas junto às lésbicas e mulheres bissexuais do Ceará, bem como fortalecer institucionalmente o LAMCE.
Já entre os dias 09 e 15 de outubro estará acontecendo o VIII ELFLAC- Encontro Lésbico- Feminista Latinoamericano e Caribenho, tendo como objetivo de discutir o contexto político da América Latina e Caribe em relação às lésbicas e mulheres bissexuais, bem como aprofundar as demandas específicas e fortalecer o movimento latino-americano e caribenho de lésbicas feministas
Maiores informações sobre estes eventos, não deixe de acessar e conhecer:
Caras companheiras participantes do I Encontro de lésbicas e mulheres bissexuais do Ceará. Nós, da organização desejamos quevocês sejam muito bem vindas a Fortaleza.
O objetivo desse encontro é propiciar as nossas trocas de experiências e “informações” afim de que refletimos sobre nossas situações nessa sociedade de regras e normas comportamentais.
Para que isso aconteça, nós planejamos alguns momentos de reflexão, outros de ação e ainda algum tempo livre para que possamos informalmente dialogar e nos conhecer melhor.
O lugar onde acontecerá o evento é o Centro de Pesquisa Frei Humberto do MST que se localiza na Rua Paulo Firmeza, 445, São João do Tauape. Nesse mesmo local serão feitas todas as refeições e ficaram hospedadas todas as participantes do interior do estado e também algumas pessoas da organização.
Para as participantes do interior estarão garantidos os seguintes gastos: Hospedagem durante os dias 22, 23, 24 e 25 pela manhã, Café da manhã do dias 23, 24 e 25, Almoço dos dias 23 e 24, Jantar dos dias 22, 23 e 24, e Lanches. Ainda serão repassados os valores correspondentes a viagem até Fortaleza, desde que os gastos sejam comprovados por recibos, notas, bilhetes da passagem ou outros comprovantes válidos .
A orientação é que assim que a participante chegar a Fortaleza pegue um Taxi com outras participantes do mesmo estado ate o centro Frei Humberto de Formação que também ressarciremos esse gasto.
Para as participantes de Fortaleza serão garantidos almoço e lanche durante o(s) dia(s) da(s) atividade(s) participada e mais o material didático.
Salientamos que o entorno do local do evento não é muito seguro, por isso orientamos que saídas noturnas devem ser evitadas ou feitas através de taxi ou carro e além disso é essencial informar ao MST o horário do retorno.
Maiores Informações:
ALYNE: (85) 87950564
CRISTIANE: (85) 87080959
ELITÂNIA: (85) 81125510
Desejamos que todas tenha um bom encontro e uma boa estadia em Fortaleza!
Secretária executiva
I Encontro de Lébicas Mulheres Bissexuais do Ceará
Agora vai acontecer de verdade! Depois de muita discussão e muita ação, temos o prazer de anunciar que o nosso I Encontro Estadual de Mulheres Lésbicas e Bissexuais finalmente vai acontecer! Estão sendo destinadas 70 vagas para o evento, sendo que 30 são para participantes do interior do estado e 40 para participatnes de Fortaleza. Até o presente momento temos 27 das 30 vagas disponíveis para o interior preenchidas, mais ainda há tempo para inscrições, principalmente se você for de Fortaleza! Confira a programação do encontro:
Programação I° Encontro da Visibilidade Lésbica do Ceará
Dia 22 Quarta-feira
16hrs: Chegada das participantes e credenciamento
19hrs: Cerimônia de Abertura com Tambores de Safo
Dia 23 Quinta-feira
9hrs: Discussão Inicial - Gosto de Mulheres: tenho sempre que me esconder?
11hrs: Exibição de parte do filme “Desejos proibidos”
12hrs: Almoço
14hrs: Debate em grupos
16hrs: Socialização dos trabalhos de grupo
18hrs: Noite livre
Dia 24 Sexta-feira
9hrs: Oficina de Tambores
13hrs: Almoço
16hrs: Concentração da Iª Caminhada de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Ceará
18hrs: Inicio da Caminhada
19hrs: Festa alusiva da Visibilidade de Lésbicas e Mulheres Bissexuais
22hrs: Encerramento
Maiores informações, deixe um recado aí em baixo ou telefone para Alyne (85 8795.0564) ou Crisinha (85 8708.0959).
Está lançada a convocatória para artistas cearenses que desejam ver seus trabalhos expostos na I Mostra de Arte Lésbica e Bissexual do Ceará.
A mostra está sendo organizada por militantes independentes em parceria com o Grupo LAMCE e tem por objetivo divulgar as produções artísticas que visibilize as relações entre mulheres.
As interessadas devem enviar a ficha de inscrição abaixo para o e-mail cristianevaldivino@gmail.com até o dia 14 de setembro.
Primeira Mostra de Arte Lésbica do Ceará
Nome Completo: Nome Social: Documento de Identidade (RG): CPF: Endereço Completo: N.º Bairro: CEP: Cidade: Estado:
Telefones para contato : E-mail:
Você está vinculado a alguma instituição, grupo, ONG ou movimento social?
Você conhece ou tem contato com alguma luta pelos direitos LGBT no Brasil?
Qual tipo de trabalho artístico trabalha? você possui um currículum ou portifólio?
Como poderíamos conhecer seu trabalho?
Observação: Esclarecemos que esta ficha de inscrição deverá ser enviada até a data de 14 de setembro para o seguinte e-mail (cristianevaldivino@gmail.com) pois será avaliada por uma comissão formada pela organização da Semana da Visibilidade Lésbica. Caso a inscrição seja validada ela dará direito a expor seus trabalhos na amostra de arte lésbica ou feira mix que acontecerão em alusão a semana da visibilidade lésbica nos dia 22,23 e 24 de setembro tendo como objetivo mobilizar as lésbica e bissexuais para estarem juntas levantando suas bandeiras de luta.
Procedimento consiste em remoção do útero, ovários e mamas. Construção de pênis ainda segue com caráter experimental.
Do G1, em São Paulo
A cirurgia para mudança de sexo em mulheres, antes permitida somente como experiência, será autorizada no Brasil a partir de decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM), a ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A técnica retira mamas, ovários e útero do corpo da mulher. A construção de um pênis no transexual feminino ainda será mantida com caráter experimental, não sendo liberada.
A decisão do CFM, assinada pelo conselheiro relator Edevard José de Araújo, vale para qualquer estabelecimento, público ou privado, capaz de realizar o procedimento.
Para isso, é preciso que a transexual ou interessada em mudar de sexo atenda a critérios como grande desconforto com o corpo original.
Para ter direito à cirurgia, a pretendente precisa ter mais de 21 anos, diagnóstico médico de transgenitalismo e condições físicas de passar pela operação. Os critérios são definidos por um conselho médico com psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e assistente social.
Segundo o texto da decisão, o transexual tem um desvio psicológico que o faz não se conformar com o seu corpo. Essa rejeição pode levar a mutilações e suicídios por parte dos transexuais. Para o CFM, a candidata à cirurgia deve ter o desejo de mudar de sexo a pelo menos dois anos, provado com acompanhamento médico.
A resolução faz com que a cirurgia não seja mais considerada crime de mutilação, como previsto pelo artigo 129 da Constituição, já que seria apenas uma correção para atender ao conforto do transexual.
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No dia 25 de agosto a partir das 17:30h será realizado a 3ª edição da QUARTA CULTURAL LGBT. Para quem não conhece, a Quarta Cultural LGBT é uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos, através da Coordenadoria da Diversidade Sexual em parceria com a Secretaria de Cultura de Fortaleza - Prefeitura de Fortaleza.
Acontece sempre na última quarta-feira de cada mês e sempre com apresentações artístico-culturais que envolve o tema LGBT, com a proposta de dialogar e provocar reflexões sobre a liberdade de expressão da orientação sexual e identidade de gênero, potencializando e estimulando o trabalho de artistas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
Confira a super programação da próxima quarta...
Maiores informações entrar em contato com a Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria de Direitos Humanos - Prefeitura de Fortaleza
A Lei Maria da Penha – 11.340/06 é um grande salto na evolução da cidadania feminina. Esse mecanismo de lei já efetivou várias ações diretas e indiretas em benefício das mulheres. A lei de origem cearense lançou popularmente suas vigas nas mentes coletivas do país, e firmou juridicamente seu atrasado compromisso com as mulheres. A lei, portanto, ampliou a visibilidade da trágica violência cometida, principalmente por aqueles que gozaram da intimidade, do afeto e do convívio com a mulher. A violência de gênero desconhece fronteiras de classe, instrução, religião ou geografia. O reconhecimento das agressões e feminicídios são recentes na historia, antes da Lei Maria da Penha, qualquer ato de violência seria justificado como natural, a agressão contra a mulher era considerado crime de menor potencial ofensivo, tratada nos Juizados Especiais Criminais e freqüentemente respondida com o pagamento de cestas básicas. Em agosto de 2010, a Lei Maria da Penha completa quatro anos de intervenção, a lei já mudou comportamentos de homens e mulheres e impediu muitas agressões e mortes, mas é necessário mais eficiência e investimentos na implantação dessa política. A Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres alerta para a perseguição dos altos índices: “A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, registrou um aumento de 112% no número de denúncias de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2009. No primeiro semestre de 2010, foram 343.063 atendimentos - contra 161.774 nos seis primeiros meses de 2009.”
O Brasil se destacou recentemente pela maneira vil que os assassinos brutalizaram suas vítimas. Nos tornamos referencia internacional, quando de longe avistamos diversos casos de impunidade e barbaridade contra as mulheres. São “companheiros” que trucidam, fragmentam e exterminam com requintes de crueldade, a mente e o corpo feminino.
O caso da modelo Eliza Samudio e da advogada Mércia Nakashima, declarou um histórico de falhas e lacunas na Lei e nas instituições em coibir os assassinatos. A cultura jurídica como um todo, ainda se mostra dissociada das normas internacionais dos direitos humanos das mulheres. Contando também com a gradual conquista de emancipar e libertar uma consciência coletiva que gere mudanças estruturais e simbólicas na nossa sociedade, em relação ao respeito à diferença de gênero.
Por isso, o Centro Socorro Abreu e a Rede Comunitária de Enfrentamento a Violência Contra a Mulher, torcem para que a Lei Maria da Penha seja uma lei transitória, na esperança de um futuro próximo a lei ser contada pela história da humanidade, como mais um avanço da luta das mulheres e uma grande evolução para a sociedade.
A Suprema Corte de Justiça do México considerou constitucional, uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo na capital federal mexicana, rejeitando, assim, uma demanda do governo federal, informou uma fonte judicial.
O tribunal ratificou a constitucionalidade da norma por oito votos a favor e dois contra.
A lei, aprovada em dezembro do ano passado pelo Congresso da Cidade do México, e que entrou em vigor em março deste ano, havia sido questionada pelo governo federal por considerar que viola os direitos fundamentais das crianças que podem vir a ser adotados por estes casais.
O juiz Fernando Franco explicou que a decisão de rejeitar a demanda foi tomada após se considerar que "a procriação não é um elemento essencial do casamento".
Na última terça-feira (03/08) o Governador Cid Gomes enviou a mensagem 7.212, aprovando o projeto de indicação do deputado Artur Bruno, que garante o acesso aos serviços do Instituto de Saúde dos Servidores Públicos de Estado do Ceará (ISSEC) aos cônjuges do mesmo sexo que moram juntos a mais de cinco anos.
Artur Bruno afirmou que os que têm orientação sexual diferente são cidadãos e têm direitos e deveres como os outros. “Entrei com o projeto de indicação para que companheiros e companheiras do mesmo sexo tivessem direito a previdência pública do Estado e fiquei muito feliz ao saber que meu projeto foi aprovado pelo governo”, disse. Segundo Bruno as pessoas podem ter direito de amar mesmo que sejam do mesmo sexo. “Não podemos deixar que cidadãos sejam discriminados pela orientação sexual”, concluiu.
Para maiores esclarecimentossegue abaixo a mensagem do Governo:
MENSAGEM nº 7.212
DE DE 2010
Senhor Presidente
Tenho a honra de submeter à elevada consideração dessa Augusta Assembleia Legislativa, por intermédio de Vossa Excelência, para fins de apreciação e pretendida aprovação, atendidos os dispositivos que disciplinam o processo legislativo, o incluso projeto de lei que dispõe sobre a inclusão na condição de dependentes para fins de assistência médica, hospitalar, odontológica e complementar de saúde.
A propositura destina-se a garantir o acesso aos serviços do Instituto de Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Ceará – ISSEC, seguindo a tendência da legislação federal e tratando em igualdade de condições, conforme preceito constitucional, além de promover alteração na relação de dependências dos filhos menores de 21 (vinte e um) anos e de 24 (vinte e quatro), estes, desde que universitários.
Justificando a apresentação da proposta em pauta, ressalto a Vossa Excelência e a seus ilustres pares que essa medida expressa a firme diretriz do Governo Estadual de estabelecer política de igualdade e inclusão nos serviços ofertados pelo Estado.
Convicto de que os ilustres membros dessa Casa Legislativa haverão de conferir o necessário apoio a esta propositura, solicito a Vossa Excelência emprestar a valiosa colaboração no seu encaminhamento, de modo a colocá-la em tramitação sob regime de urgência, dado o seu relevante interesse.
PALÁCIO IRACEMA, DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, aos de de 2010.
Cid Ferreira Gomes
GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ
Ao Excelentíssimo Senhor
Deputado Domingos Gomes Aguiar Filho
Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará
PROJETO DE LEI
DÁ NOVA REDAÇÃO AO INCISO I DO ART. 4º DA LEI Nº 14.687, DE 30 DE ABRIL DE 2010, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ decreta:
Art. 1º O inciso I do Art. 4º da Lei nº 14.687, de 30 de abril de 2010, passa a vigorar com a seguinte redação:
“I – cônjuge, a companheira ou o companheiro, ainda que do mesmo sexo;” (NR)
Art. 2º O inciso II do Art. 4º da Lei nº 14.687, de 30 de abril de 2010, passa a vigorar com a seguinte redação:
“II - filho menor de 21 anos não emancipado, filho menor de 24 anos desde que universitário e o filho inválido, este desde que acometido de invalidez ocorrida até sua maioridade ou emancipação;” (NR)
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Ficam revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO IRACEMA, DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, aos de de 2010.
Cid Ferreira Gomes
GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ
Fonte: Assessoria de Juventude do Deputado Estadual Artur Bruno (PT)
Uma DICA DO LAMCE: Vamos todos/as acompanhar este Projeto Lei e outros que se encontram na Assembléia Legislativa, fazendo pressão social para que os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais sejam não somente garantidos ,mas EFETIVADOS! Junte-se a nós nesta luta!
No Censo Demográfico 2010, pela primeira vez o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contar também casais homossexuais em todo o território nacional. Por isso, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) está promovendo uma campanha com o seguinte slogan: "IBGE ... Se você for LGBT, diga que é!"
A proposta do IBGE é levantar informações atualizadas sobre a sociedade brasileira nos últimos anos. “No passado nós só perguntávamos se eram cônjuges. Hoje nós abrimos para cônjuge do mesmo sexo e cônjuge de sexo diferente”, explica o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.
Só serão contabilizados os casais homossexuais que declararem, no questionário de perguntas, que moram no mesmo domicílio em união estável. O coordenador técnico do censo do IBGE, Marco Antônio Alexandre, esclarece que o objetivo não é revelar o percentual homossexual da população brasileira, até porque nem todos vivem em união estável.
“Quando os(as) recenseadores(as) baterem em sua porta e você for “casado(a)” com uma pessoa do mesmo sexo, diga que é. É importante que nós ativistas e governo tenhamos dados concretos para construirmos políticas públicas”, disse Toni Reis, presidente da ABGLT.
Em 2007, a contagem realizada pelo IBGE em algumas cidades, identificou 17.560 pessoas que declararam ter companheiros do mesmo sexo. Desse total, 9.586 homens se declararam cônjuges de companheiros do mesmo sexo, o mesmo ocorrendo em relação a 7.974 mulheres.
Relação estável homossexual já é válida para Receita
Casais gays tanto masculinos quanto femininos, como já ocorre com os heterossexuais, poderão incluir parceiros como dependentes na declaração para o fisco. O contribuinte também pode deduzir despesas médicas
03/08/2010 02:00 Fonte: Jornal O Povo - Brasil
Desde ontem, o contribuinte que tiver uma relação estável homossexual de mais de cinco anos poderá incluir como dependente o seu parceiro ou parceira na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A Receita Federal informou que os contribuintes já podem fazer a retificação das declarações apresentadas a partir de 2006, terminando este ano.
O benefício tributário foi estendido aos homossexuais depois que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) deu parecer favorável em resposta a consulta formal encaminhada ao Ministério do Planejamento por uma servidora pública que solicitou a inclusão da sua companheira como dependente para efeito da dedução do IRPF. O parecer foi aprovado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e agora terá de ser seguido por toda a administração federal. O extrato do parecer com a decisão do ministro será publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU), em Brasília.
Segundo o coordenador-geral de Assuntos Tributários da PGFN, Ronaldo Affonso Baptista, para fins tributários o entendimento é de que não há diferença entre casais heterossexuais e homoafetivos: Segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda da Receita, Joaquim Adir, o contribuinte homossexual, como já ocorre com os heterossexuais, terá de comprovar a união para o fisco. A comprovação é feita somente nos casos em que o contribuinte é chamado pela fiscalização. O valor da dedução do dependente é de R$ 1.808,28. O contribuinte também pode deduzir despesas médicas e de instrução.
O supervisor avaliou que a inclusão como dependente pode não ser vantajosa financeiramente quando ambos têm rendimentos. Nesses casos, a retificação tem de ser feita pelos dois contribuintes. (das agências de notícias)
Duas mulheres tiveram a união reconhecida pela Justiça no Ceará. Segundo advogado do caso, decisão é pioneira Henrique Araújo - 02/07/2010 02:00 Atualizada às: 02/07/2010 00:08
Para a funcionária pública R., 49 anos, as duas folhas de papel ofício assinadas pelo juiz de direito Geraldo Bizerra de Sousa no último dia 29 de junho equivalem a uma cerimônia de casamento, com direito a véu, grinalda e buquê de flores. Entretanto, o documento é mais que isso. Segundo o advogado Felipe Rinaldi do Nascimento, a sentença, cujo processo esteve a seu encargo, pode ser a primeira, no Ceará, a reconhecer, no âmbito da Justiça Comum, a união entre duas pessoas do mesmo sexo. No caso, R. e sua companheira, uma técnica em enfermagem 17 anos mais jovem.
Rinaldi explica que o reconhecimento de uniões homoafetivas já é uma realidade no direito brasileiro. O que torna a história de R. especial é o seu ineditismo. “O Judiciário no Brasil afora já vem se manifestando favoravelmente (à união). Na Justiça Comum, acho que somos o primeiro o caso (no Ceará)”. O advogado, que já atuou em processos semelhantes, aplaude o avanço. “A decisão abre um precedente para que outras pessoas busquem reconhecimento das suas uniões homoafetivas nas varas de família. É importante que elas tenham os seus direitos garantidos: alimentícios, sucessórios, previdenciários etc.” Na prática, R. pode, por exemplo, estender o benefício do plano de saúde a que tem direito à sua companheira. Em caso de separação, os bens das duas serão divididos igualmente. Retroativa, a medida vale para tudo que foi adquirido desde março de 2003, mês em que passaram a ter uma relação estável. R., porém, afasta qualquer ideia relacionada ao fim do idílio amoroso. Agora, elas querem celebrar a novidade.
E já começaram. O fim de tarde da terça-feira, 29, foi um rebuliço. Do outro lado do telefone, o advogado anunciava: R. podia comemorar. “Ainda bem que já estava sentada na cama”, brinca. “Foi como selar um sentimento, realizar um sonho.” Na mesma terça, as duas saíram pra jantar. “E aí, depois, depois, né?!”
E-MAIS
De acordo com o advogado Felipe Rinaldi do Nascimento, R. e sua companheira já haviam feito um contrato de parceria ou escritura pública, lavrado em cartório. Entretanto, quando R. tentou estender o benefício do plano de saúde à parceira, a empresa responsável exigiu que a união fosse comprovada judicialmente e não apenas por meio do documento apresentado.
Então, o advogado ingressou com processo na 8ª Vara de família. “O objetivo era reconhecer a união estável entre as duas”, disse Rinaldi.
A sentença que reconhece a união homoafetiva foi assinada, mas ainda precisa ser publicada. Segundo o advogado, a publicação não tem prazo definido.
Ainda de acordo com Rinaldi, a decisão do juiz foi baseada nos princípios constitucionais da dignidade humana e da igualdade e refletem um novo quadro jurídico no País. Hoje, “o juiz não pode deixar de apreciar alegando obscuridade jurídica”, informa. A sentença confirma a tese. Nela, lê-se que “mesmo inexistindo no direito positivo pátrio a previsão de reconhecimento de união entre pessoas do mesmo sexo, não pode o juiz eximir-se da apreciação de casos nesse sentido proposto”.
R. conheceu a parceira em 2001. Dois anos depois, tomaram a decisão de viver juntas. Ainda sem acreditar na decisão judicial, R. manda o recado: “Queria dizer para as pessoas que é muito bom ir atrás desse direito. Tem que acabar com esse tabu. O amor é mais importante.”
Mulheres, como sabem, domingo agora, dia 27 é a XI Parada pela Diver Sexual do Ceará. Esse ano, as mulheres lésbicas e bissexuais que se organizaram, entre elas, nós do LAMCE, pensaram em uma forma de tornar a parada um pouco mais política (para além do arco-iris) e de sermos mais visibilizadas. Por isso, a cerca de dois meses estamos intensamente envolvidas em um processo de confecção de tambores e aulas de percussão para levarmos uma bela batuca feminista para a XI Parada. Demos o nome de Tambores de Safo a nossa batucada e Domingo estaremos abrindo a Parada com concentração a partir das 14hrs em frente ao trio oficial. Várias coisas estão acontecendo em Fortaleza por causa desta Data.. segue abaixo algumas coisas que nós lésbicas e bissexuais estaremos presentes... É super importante para nós e que todas estejam conosco, principalmente no dia da parada!
Sexta-feira 25 de junho (hoje)- 14horas na Praça do Ferreira: Feira Mix e Exposição LGBT - Vamos estar lá expondo alguns materiais e vendendo a camiseta Tambores de Safo além de outras coisas... - 18hrs na Praça do Ferreira: Ensaio aberto da Batucada Feminista Tambores de Safo
Sábado 26 de junho- 9hrs na Praça do Ferreira: Continuação da Feira Mix - 18hrs Abertura do Show da Pré Parada na Praça do Ferreira: Os Tambores de Safo vão abrir o Show, na nossa primeira apresentação Oficial. Após a nossa apresentação vai haver um show conjunto da Luanna Marley, da Lila e do Jon (o repertório está mantindo a sete chaves, mas tem tudo pra ser o melhor show da parada!) e entre outras atrações locais o Show da Cantora Diana ("Como uma Deusa você me mantêm, rs) e da Cantora Kátia Freitas.
Domingo 27 de junho- 13hrs Concentração da Parada (Vamos estar em frente ao trio oficial, que é o primeiro trio da Avenida Beira-mar{mais próximo do nautico}, com DJ, a partir das 14hrs distribuindo Adesivos TAmbores de Safo, organizando as bandeiras, faixas e standarts). -15hrs Abertura Oficial da Parada, inicio do Trajeto dos Trios. (Nessa hora é a hora da militancia e vamos fazer uma fala de cima do trio oficial. lá de cima iniciaremos a Batucada. vai ser arraso!) -22hrs Encerramento da Parada Contamos com a presença de todas!!
TAmbores de Safo: Contra o Patriarcado e a Invisibilidade!
Começou assim... “Bó bater tambor nessa Parada?” E assim foi. Conhecemos uma professora sapa e aí veio a outra idéia... Porque a gente não faz os tambores? E assim foi. Fizemos um projeto, apresentamos pra prefeitura e conseguimos. nós apostamos. Compramos os materiais, fizemos uma arte gráfica e começamos a divulgação. A galera gostou. Não deu tanta gente como a gente esperava, mas eles estão (quase) prontos... e são lindos! Muito lindos! Muito lésbicos! Muito feministas! Muito revolucionários! SAPHICOS E se chamam TAMBORES DE SAPHO. Sapho, aquela... Mulher, lésbica, intelectual, poetisa grega, que vivia na ilha de Lesbos (de onde vem o nome lésbica) e ensinava entre outras coisas o amor, o amor que era além do padrão... o amor entre mulheres, entre duas ou três mulheres.. o amor coletivo. Simples assim... O amor. Muitas se envolveram na idéia (nem tantas quanto à gente esperava), mas todas que lá estiveram e estão realmente se envolveram, se dedicaram, se doaram. A gente se mudou pra Casa Feminista, fizemos de lá nossa morada, nossa namorada e se enamoramos por cada etapa, cada pedacinho de madeira envergado, cada cantinho lixado, cada pincelada , cada alfaia, cada caixa, cada repique, cada agogô. E vamos arrasar. Na XI Parada, na XII, na XIII, no 8 de março, na próxima marcha pra Brasília e no II Encontro da AMB e em todos os atos e manifestações e beijaços e zorras que a gente queira se meter e já esteja metida. Queremos fazer barulho, ampliar a nossa voz a cada batida, a cada toque insano desses lindos tambores saphicos. Agregar, unir diferentes em uma só voz, ecoar feminismos no meio da multidão careta e covarde, machista, racista e conservadora. Nós somos TAMBORES DE SAPHO. E você mulher, revolucionária está convidada a se agregar, unir seu tambor ou sua batida e fazer junto muito barulho! Agenda: Sexta-feira dia 18/6 –17h Ensaio aberto na praça da Gentilândia Sexta-feira dia 25/6 – 17h Ensaio aberto na Praça do Ferreira Sábado dia 26/6 – Apresentação na abertura do Show da Diversidade na Praça do Ferreira Domingo dia 27/6 – 14hrs – Concentração de Lésbicas e mulheres bissexuais em frente ao 1º trio na XI Parada pela Diversidade Sexual do Ceará.
De 7 a 11 de maio de 2010, aconteceu em Rondônia, Porto Velho, a Sétima edição do SENALE – Seminário Nacional de Lésbicas e nós militantes do LAMCE estávamos lá, não só assistindo, mas participando ativamente da organização e de todas as discussões. O Senale é o principal encontro de lésbicas e mulheres Bissexuais do Brasil e lá são deliberadas ações conjuntas para nós enquanto movimento organizado executarmos, principais bandeiras políticas e as pautas que vamos dar maior ênfase nos dois próximos anos. Acompanhe a Carta de Porto Velho, documento que escrevemos por lá, também algumas fotos e vídeo sobre esse maravilhoso encontro. CARTA PORTO VELHO Marcada pela histórica estrada de ferro Madeira – Mamoré, à beira das caudalosas águas do Rio Madeira, os ventos levam folclóricas lendas indígenas como as da Iara, do Boto e do Mapinguari. A poderosa natureza vibra diante das Três Marias, o caldeirão cultural efervesce entre os bairros Esperança da Comunidade e Socialista, pois soam os gritos e as rebeldias de mulheres lésbicas e bissexuais das cinco macrorregiões do Brasil, e assim, diante do sentimento de “Unificação, Fortalecimento e Visibilidade”, realizamos, em Porto Velho – a cidade da Amazônia Ocidental – entre os dias 07 e 11 de maio de 2010, o VII Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais (SENALE). Há mais de 30 anos nós lésbicas e mulheres bissexuais nos organizamos para a construção de um projeto político coletivo que visibilize nossas reivindicações. Construímos 07 seminários nacionais (SENALE), o primeiro no ano de 1996, na cidade do Rio de Janeiro, sempre na lógica do fortalecimento interno e do crescimento da solidariedade entre ativistas políticas que compõem hoje o movimento de lésbicas e mulheres bissexuais brasileiras, pautadas pelos princípios da ética, da responsabilidade, do respeito, da solidariedade, da horizontalidade, da circularidade, da transparência, do combate ao racismo e todas as formas de opressão, da inclusão e da generosidade elencadas no pacto lésbico feminista, referendadas neste encontro de 2010. Apesar dos avanços em nossa organização através dos movimentos de caráter nacional, estadual e local, e da forma como atuamos pautando as demandas específicas em conferências, conselhos e grupos de trabalho técnicos constituídos pelos governos, ainda vivemos em uma situação de lesbofobia estatal e institucional, não sendo reconhecidas como sujeitas de direitos e consequentemente, invisibilizadas nas políticas públicas e pelo sistema político. As transformações ocorridas no mundo, nos planos econômico, social, cultural, político e tecnológico têm acentuado um processo crescente de globalização cuja matriz neoliberal potencializa opressões, contradições e desigualdades sociais. Os fundamentalismos religiosos, econômicos, políticos e sociais historicamente enraizados em suas múltiplas faces na sociedade, têm contribuído significativamente para a dominação, subordinação e mercantilização do corpo das mulheres, para a não pluralidade, para a criminalização dos movimentos sociais, para o esvaziamento das identidades políticas, naturalizando um processo hegemônico de preconceitos, violências e de opressão. Acreditamos na necessidade de um projeto político de lésbicas feministas baseado verdadeiramente na autonomia, na liberdade, na autodeterminação e em uma construção coletiva e horizontal, rompendo com as práticas machistas, patriarcais, misóginas, classistas, racistas e, principalmente, lesbofóbicas, homofóbicas e transfóbicas. Consideramos como necessária a desconstrução da heterossexualidade obrigatória e o fim de todas as formas de opressão e violência praticada contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Ademais, identificamos no próprio movimento LGBT (lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) práticas que reproduzem e reforçam o engessamento do processo político no movimento, conforme ocorrido na I Conferência Nacional LGBT, onde travestis, transexuais, mulheres bissexuais e lésbicas perderam espaço e representatividade pela utilização do pseudo discurso de defesa da paridade de gênero, retrocedendo nos avanços contra-hegemônicos da construção das identidades políticas como instrumento de visibilidade e democracia participativa. As fortes reações da Igreja Católica, igrejas protestantes evangélicas e de outros setores conservadores da sociedade brasileira à ampliação do acesso de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, como o a união civil com igualdade de direitos e a adoção por casais do mesmo sexo, previstas no III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), indicam a nítida intolerância e descumprimento de um preceito básico da Constituição Brasileira de 1988, no seu artigo 5º, quando diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Apoiamos a manutenção do texto integral do PNDH3 (Decreto nº 7.037 de 2009), conforme publicado em 21/12/2009. Denunciamos a interferência da Igreja Católica nos assuntos políticos do Estado Brasileiro, laico por princípio, em assuntos que devem ser tratados sob a luz da democracia secular, e não sob a sombra dos fundamentalismos religiosos. É o caso da revisão da legislação punitiva sobre o aborto, recomendação da Plataforma de Ação da Conferência de Beijing, da qual o Brasil é signatário sem reservas, e ponto atacado pelas igrejas no PNDH3. Exigimos que o governo brasileiro cumpra os compromissos com acesso universal aos direitos humanos, tanto os firmados internamente quanto aqueles assumidos perante a comunidade internacional. No Brasil, a Lei Maria da Penha se tornou um marco legal para os direitos de lésbicas e mulheres bissexuais, tornando-se uma referência legitima enquanto marco político. Porém, expressamos nossa preocupação quanto ao sucateamento da lei e a ausência de políticas públicas que considerem a violência doméstica e familiar entre e contra lésbicas e mulheres bissexuais, reforçadas pelo projeto hegemônico de sociedade. O PLC 122/06 se tornou ponto principal dos debates públicos pela conquista da cidadania plena LGBT e com isso, propiciou que a sociedade brasileira entrasse para as discussões ditas polêmicas, instrumentalizadas pelas religiões conservadoras e fundamentalistas, como alguns setores das igrejas evangélica e católica. Esse contexto reflete nas casas legislativas, como o Congresso Nacional, onde diversos projetos que visam a garantia da cidadania LGBT estão em tramitação, porém inertes à vontade religiosa dos políticos desse país, que fere profundamente a laicidade do Estado prevista na Constituição Federal. Isso nos faz questionar qual modelo de Estado estamos construindo. O que demonstra a fragilidade da garantia do Estado Laico brasileiro e consequentemente, a omissão dos poderes judiciário, legislativo e executivo no processo de interferência das religiões na construção de políticas públicas que efetivem a cidadania LGBT. Apesar da Constituição Federal, em seu artigo 5°, garantir direito igualitário a todas as pessoas, da Lei 70.434 de 20 de novembro de 1985, que inclui entre as contravenções penais as práticas de atos racistas e da lei 10.639/2003 que torna obrigatória o ensino das histórias da África e afrobrasileira, o racismo institucional e estrutural permeia as nossas relações cotidianas causando tripla discriminação às lésbicas e mulheres bissexuais negras, e nesse sentido é de suma importância trabalhar o enfrentamento do racismo, lesbofobia e da misoginia se constituindo como pautas obrigatórias em todas as agendas políticas. As violações dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são alarmantes. A criminalização da homossexualidade ocorre em 75 países do mundo. No continente americano, 11 países localizados na América Central e no Caribe, penalizam a homossexualidade com reclusão de 10 anos ou mais, como é o caso do Belize, da Dominica, de Barbados, da Guiana, entre outros. As discussões acerca da penalização da homossexualidade em Uganda, as recentes torturas ocorridas contra as lésbicas na Argentina, os estupros coletivos e corretivos nos países islâmicos e outros países do mundo, são reflexos da imposição da heterossexualidade. A atuação e consequente influência do Brasil na pauta dos direitos humanos mundial são inegáveis, por isso reforçamos e exigimos do governo brasileiro, como liderança reconhecida internacionalmente, um posicionamento político contra qualquer tipo de violação aos direitos humanos, principalmente afirmando a sua indignação com as violências cometidas contra a população LGBT. Recomendamos ao Estado brasileiro que se comprometa formalmente com a adoção e implementação dos Princípios de Yogyakarta sobre a Aplicação da Legislação Internacional de Direitos Humanos em relação à Orientação Sexual e Identidade de Gênero, em todas as suas esferas, como mais uma forma de garantia e promoção dos direitos humanos de LGBTs. Por isso, reafirmamos a importância da garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, da luta antirracista, anticapitalista, antissexista, da autonomia das mulheres e seus corpos, da legalização do aborto, da adoção e da união civil entre pessoas do mesmo sexo, do direito à memória e à verdade, direitos reconhecidos e manifestados nas diretrizes do PNDH3, além do respeito à autonomia e responsabilidade de crianças e adolescentes no desenvolvimento e exercício de sua sexualidade. Somos negras, brancas, idosas, jovens, pobres, ricas, adolescentes, com deficiência, vivendo com HIV/Aids, ciganas, indígenas, mulheres comuns, anônimas, famosas, religiosas ou não, trabalhadoras, pesquisadoras, desempregadas, mães, filhas, avós, obesas ou magras, somos mulheres que estão e vivenciam os campos e as cidades. E situadas nessa diversidade de identidades, mundos e olhares acreditamos e lutamos por uma sociedade livre de preconceitos, discriminações e com justiça social.
De 3 a 6 de junho acontece na Praia do Cofeco em Fortaleza o I Festival da Juventude em Fortaleza - América Latina e as Lutas Juvenis. O Evento, que tem por objetivo promover intercambio cultural e político entre os jovens espera a participação de cerca de 3 mil jovens de Fortaleza e toda América Latina.
Entre os diversos encontros, fóruns, atividades auto gestionadas e debates que aconteceram dentro da programação do Festival, há uma gama de atividades culturais e apresentações musicais.
Já estão confirmadas a presença de diversas Bandas como Mutantes, Teatro Mágico, Zeca Baleiro, Luiz Melogia,Tribo de Jah e a Banda Argentina Actitud María Marta.
Actitud Maria Marta é “Uma banda de meninas sem papas na língua”.participa de um coletivo chamado Hip Hop Revolución, que trabalha com diversos grupos e artistas do hip hop latino-americano que mantém o caráter de protesto desse movimento musical.
Moças, estamos nos preparando para a XI Parada Pela Diversidade Sexual do Ceará, e esse ano queremos dar um show de visibilidade política para as lésbicas e mulheres bissexuais, por isso conjuntamente pensamos em além de ter uma boa visibilidade visual, nos prepararmos antecipadamente para uma bela BATUCADA FEMINISTA na nossa manifestação na Parada.
Para que a Batucada aconteça do jeito que planejamos, contamos com que todas levem seus tambores e instrumentos de percussão, mas além disso, conseguimos recursos para fabricar cerca de 30 instrumentos! Esses instrumentos vão ser fabricados por nós mesmas em oficinas que já começaram e vão até dia 13 de junho. Todas estão convidadas a participar desses momentos e quem sabe até aprender uma nova profissão, não é mesmo? Nessas oficinas além de confeccionar os tambores, vamos ter umas aulinhas de ritmo, onde vamos ensaiar um repertório de palavras de ordem e músicas políticas para a nossa manifestação na parada. A idéia é a gente já ir se preparando pra em agosto estarmos movimentadas para a I Caminhada Lésbica de Fortaleza. Você acredita nessa idéia?
Depois vamos realizar ensaios abertos na Praça da Gentilandia, com o objetivo de reunir o maior número de mulheres com seus tambores, latas, panelas etc.. para estarmos "afiadas" para a nossa manifestação na XI Parada.
E aí dia 27 DE JUNHO todas, todas as mulheres se concentrem na frente do primeiro trio para darmos inicio a nossa manifestação!
Às vésperas da 1ª Marcha Nacional LGBT, revista Veja publica reportagem para desqualificar militância por Valmir Costa
Capa da Revista Veja de 12 de maio de 2010 SÃO PAULO – “Sem bandeiras nem passeatas”. Esta é uma das retrancas da reportagem de capa da revista Veja, que chega às bancas na próxima quarta-feira, 12, de todo o Brasil. Em São Paulo, ela já ocupa as bancas neste final de semana com a chamada “Ser Jovem e Gay: a vida sem dramas”. A reportagem mostra os conflitos de jovens que – na flor da idade – já resolveram a questão da homossexualidade, e vivem em harmonia dentro de casa.No entanto, a reportagem mostra um valor liberal da cidadania, na qual cada um age de forma individualista – neste caso na homossexualidade – e, assim, modifica (sem movimentos sociais organizados) a sociedade.“A cidadania liberal é a justificação da existência do estado não se encontra primariamente na proteção de direitos subjetivos privados iguais, mas sim na garantia de um processo inclusivo de formação da opinião e da vontade, em que cidadãos livres e iguais se entendem sobre os fins e as normas que correspondam ao interesse comum de todos. Com isso, exige-se do cidadão republicano mais do que a orientação segundo os seus respectivos interesses privados”, define o sociólogo e filósofo alemão Jürgen Habermas, 81.Este tipo de cobertura jornalística da revista Veja, que se mostra extremamente conservadora e liberal, aparece bem às vésperas da realização da 1ª Marcha Nacional LGBT, que acontece em Brasília entre os dias 17 e 19 deste mês, culminando com o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia, marcado para às 9h do dia 19, na Esplanada dos Ministérios.Nas entrelinhas, a revista Veja tenta desmobilizar e desmerecer a mobilização social da Marcha LGBT – na qual a militância de todos os estados e não-militantes rumam a Brasília para pressionar o Congresso Nacional e o Senado para a aprovação de leis que deem garantias aos homossexuais brasileiros – como a união civil (que está no Congresso desde 1995) e a aprovação da PLC-122/06 (que pune a homofobia no país). Tudo isso da forma mais perversa e sorrateira como age a direita conservadora brasileira. Este pensamento está no seguinte trecho apresentado pela reportagem:“Os jovens que aparecem nas páginas desta reportagem, que em nenhum instante cogitaram esconder o nome ou o rosto, são o retrato de uma geração para a qual não faz mais sentido enfurnar-se em boates GLS (sigla para gays, lésbicas e simpatizantes) - muito menos juntar-se a organizações de defesa de uma causa que, na realidade, não veem mais como sua”. Personagens da reportagem da Veja Tendenciosa de direita – Neste sentido, a Veja tenta desqualificar o movimento LGBT brasileiro como se os homossexuais tivessem direitos civis resguardados pelo Estado. Logo, mostra a postura tendenciosa da publicação. Como lobo em pele de cordeiro, a Veja expõe a classe média ou alta brasileira na reportagem. E esta é a principal característica da chamada "cidadania liberal", pois ela considera o cidadão como consumidor e não como portador de direitos. Perversamente, a Veja esconde as chagas reais nas quais vivem os homossexuais desse Brasil tupiniquim. Esconde que um LGBT é assassinado a cada dois dias, como relata o Grupo Gay da Bahia (GGB), anualmente, no Relatório Anual da Homofobia no Brasil.A reportagem também expõe a despolitização das paradas gays no país. “Na última parada gay de São Paulo, a maior do mundo, a esmagadora maioria dos participantes até 18 anos diz estar ali apenas para "se divertir e paquerar" (na faixa dos 30 o objetivo número 1 é "militar"). A questão central é que eles simplesmente deixaram de se entender como um grupo”, diz a reportagem.É fato que as paradas tiveram a função política de colocar os LGBT nas ruas. Tanto é que nas primeiras manifestações em São Paulo, os gatos pingados tinham a possibilidade de estarem ali resguardados por máscaras, que eram distribuídas ao longo da passeata àqueles que não poderiam mostrar o rosto. E é exatamente este tipo de homossexual – o que se esconde da realidade dos homossexuais e não se preocupa com a coletividade dos direitos LGBT – que a Veja mostra."Nunca fiz o tipo masculino nem quis chocar ninguém com cenas de homossexualidade. Basta que esteja em paz e feliz com a minha opção", diz a lésbica e estudante paulista Harumi Nakasone, 20, à revista. A cilada tendenciosa da Veja continua quando cita “pesquisas científicas” de forma infame, sem argumentos científicos e sem pesquisas atuais. Segundo a publicação, “uma comparação entre duas pesquisas nacionais, distantes quase duas décadas no tempo, dá uma ideia do avanço quanto à aceitação dos homossexuais no país. Em 1993, uma aferição do Ibope cravou um número assustador: quase 60% dos brasileiros assumiam, sem rodeios, rejeitar os gays. Hoje, o mesmo porcentual declara achar a homossexualidade "natural", segundo um novo levantamento com 1.500 adolescentes de onze regiões metropolitanas, encabeçado pelo instituto TNS Research International”No entanto, a Veja não considera a pesquisa da Fundação Perseu Abramo. Realizada no ano passado, ela apontou que 92% dos brasileiros têm preconceito com LGBT. Enfim, a revista cita a pesquisa de 1993 e não cita nenhuma pesquisa realizada na atualidade para respaldar seus argumentos.Comparação aberrante – Para mostrar que os LGBT do Brasil não precisam de mobilização social, a revista cita países europeus, que têm salvaguarda do Estado em relação aos homossexuais, e com Índice de Desenvolvimento Humando (IDH) elevado. “Foi o que já ocorreu em países de alto IDH, como Holanda, Bélgica e Dinamarca. Lá, isso se refletiu em avanços na legislação: casamentos gays e adoção de crianças por parte desses casais são aceitos há anos. No Brasil, onde não há leis nacionais como essas, a apreciação fica sujeita a cada tribunal”, diz a Veja no seu processo de articulação de direita para mostrar que os homossexuais brasileiros vivem numa boa.Para piorar a situação, a Veja diz que o Brasil já sabe se posicionar e criticar a homofobia. Para isso, cita os militares Laci Marinho Araújo e Fernando Machado, que são perseguidos pelo Exército por sua homossexualidade. No mesmo parágrafo, para provar essa “tolerância brasileira”, cita as críticas feitas à homofobia ao BBB Marcelo Dourado. Só não diz que os militares gays até hoje ralam para terem seus direitos adquiridos e que a homofobia de Marcelo Dourado foi premiada com R$ 1,5 milhão.Ao longo da reportagem, a Veja mostra personalidades que assumiram a homossexualidade, como o cantor Ricky Martin e o jogador de rúgbi galês Gareth Thomas. Em síntese, à primeira vista, a revista mostra uma boa reportagem para e sobre os homossexuais. Porém, da forma que conduz a reportagem – e no momento na qual ele é divulgada – só desmerece o movimento LGBT brasileiro. É uma forma de “cala a boca”, que está tudo certo, tudo funciona e ninguém precisa de gritaria militante para pedir direitos. Diga-se de passagem, direitos homossexuais que a Veja sequer deu destaque na sua capa! Veja bem, mas veja com outros olhos!
"...A política é coisa de mulher! ...O batuque é coisa de mulher!"
O grupo LAMCE em parceria com ativistas lésbicas e mulheres bissexuais independentes estará, a partir do dia 22 de maio construindo a participação das mulheres na XI PARADA DA DIVERSIDADE SEXUAL.
Assim, será realizado o curso Batuques Políticos "Coisa de Mulher". O curso visa a construção de tambores, o aprendizado de ritmos e ensaios para todas juntas participarmos da Ala das Lésbicas e Mulheres Bissexuais durante a Parada.
O curso será dividido em 3 fases: 1ª Aprendendo a construir tambores 2ª Aprendendo os ritmos 3ª Ensaios
CONVOCAMOS todas as mulheres sejam elas lésbicas, bissexuais ou heterossexuais para participarem do curso.
Quando começa? Dia 22 de maio Que horas? às 13h Onde? na Casa Feminista Nazaré Flor (Av. Imperador 1443- em frente ao Colégio São Rafael)
VAMOS JUNTAS ATRAVÉS DA CULTURA E DA POLÍTICA CONTRUIR AÇÕES TRANSFORMADORAS!
Obs.: Vagas Limitadas!
Maiores informações: 8690.6467 (Luanna) 8881.1541 (Lídia) 8505.1618 (Alessandra)
Apoio Cultural: Prefeitura de Fortaleza (Secretaria de Direitos Huamnos-Coordenadoria da Diversidade Sexual)
Porto Velho sedia o VII SENALE – Seminário Nacional de Lésbicas e mulheres Bissexuais. Nos próximos dias 07 a 11 de maio, em Porto Velho acontecerá o VII SENALE, este evento de âmbito Nacional, tem por finalidade reunir e capacitar lideranças de todo o território nacional além de promover o debate sobre as especificidades desta parcela da população brasileira, entre os temas estão: combate a violência, racismo e machismo, além de educação, saúde e cultura. Esses debates visam contribuir na construção de políticas públicas para esta população.Mulheres lésbicas e bissexuais reuniram-se pela primeira vez em 1996, na cidade do Rio de Janeiro, onde se estabeleceu o 29 de agosto como dia nacional da visibilidade lésbica, depois em 1997, na cidade de Salvador\BA; em 1998 – Betim\ Minas Gerais; em 2001 – Aquiráz\CE;em 2003 – São Paulo; 2006 – Recife\PE.Agora inusitadamente, em Porto Velho\RO. O que se pode considerar uma característica deste Estado, em se tratando de região norte, em 1996 realizou-se nesta capital o 1º encontro de lésbicas e mulheres bissexuais da região norte, que contou com a participação de representantes dos sete Estados da região norte, em 2008, houve a execução do Projeto SOMO-LÉS\Norte, que promoveu a capacitação de lésbicas e mulheres bissexuais em Advocacy, Organização institucional e interação com o movimento nacional, e em 2009 houve o Encontro Estadual de lésbica e mulheres bissexuais de Rondônia, além de duas caminhadas de mulheres que amam mulheres.O VII SENALE tem como temário “unificação, Fortalecimento e visibilidade”, é uma realização da Universidade Federal de Rondônia e conta com o apóio da Secretaria Estadual de Ação Social do Estado de Rondônia; Fundação Cultural Iaripuna; Ministério da Saúde, Secretaria Especial de promoção da igualdade racial e outros partícipes. Com o financiamento da Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República e da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres e a execução do Centro de Estudos e pesquisas Jurídicas da Amazônia – CEJAM e a Comissão Porto Diversidade.Este temário vem da necessidade de visibilizar esta população, que no real, é negado o seu reconhecimento como cidadã, em todos os âmbitos no que se refere à gestão pública, seja na saúde, na educação, justiça, enfim não há uma preocupação com esta população brasileira, eventos assim aproximam e fortalecem, movimentos transformadores que buscam uma sociedade mais justa, sem machismo, sem racismo, sem lesbofobia e mais igualitária. O cotidiano e a educação preconceituosa e racista predominante em nossa sociedade constroem estigmas cruéis e condicionantes. O estigma se constitui como uma das mais significativas formas de violação dos direitos humanos das mulheres no Brasil. Para a população de lésbicas e mulheres bissexuais, o estigma tem se tornado um vilão, que não só invisibiliza essas mulheres, mas que principalmente, é uma das principais causas de violência. Segundo dados da Anistia Internacional (2006), lésbicas e mulheres bissexuais são as que mais sofrem violência no mundo, pois associa gênero com orientação sexual. E com base no acima exposto a partir desta sexta feira o Brasil estará reunido em Porto Velho e discutindo Políticas Públicas e dando visibilidade a lésbicas e mulheres bissexuais, mais uma vez, esta capital e este Estado prova pra o resto do País que é sensibilizado e busca a implantação da política de direitos humanos, para juntos construirmos a sociedade rondoniense sem estigmas, sem opressões, com liberdade valorizando a democracia e estabelecendo a cidadania de todos e de todas.