


"Quero fazer da minha existencia lesbica feminista a produção crítica de mim mesma e do mundo!"
(frase criada por várias lésbicas feminista do Brasil- Marylucia Mesquita, Luanna Marley, Kaká Kolinsk...)
Então acaba, acaba acaba com a moral
então destrói, destrói, destrói a família
dercy beijo cuidado, dercy beijo cuidado
dercy beijo me liga, dercy beijo me liga.
A X Parada é da Diversidade
E não de uma Ong especifica da cidade
De uma ong da cidade
De uma ong da cidade
Nós há muito tempo lutamos contra o machismo
Mas no movimento a olho nu pode ser visto
Eu não quero ser invisível e resisto ao machismo
Eu não quero ser invisível e resisto ao machismo
Lésbicas e bi, querem visibilidade
Na letra deste funk
Afirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
se cristo, se cristo, se cristo é bom é terno
se cristo, se cristo, se cristo é bom é terno
porque criou o inferno? Porque criou o inferno?
porque criou o inferno? Porque criou o inferno?
se o corpo, se o corpo, se o corpo é da mulher
se o corpo, se o corpo, se o corpo é da mulher
ela dá pra quem quiser, ela dá pra quem quiser
ela dá pra quem quiser, ela dá pra quem quiser
a violência que existe, ainda mais a sexual,
Não é uma escolha nem comum e nem normal
a violência sexual não é comum nem é normal
a violência sexual não é comum nem é normal
O aborto, o aborto, o aborto é ilegal
O aborto, o aborto, o aborto é ilegal
a culpa é o vaticano, a culpa é o vaticano
a culpa é o vaticano, a culpa é o vaticano
se a raça, se a raça não é uma preocupação
façamos, façamos o governo das negona
o governo das negonas, o governo das negonas
o governo das negonas, o governo das negonas
no mundo, no mundo a miséria é geral
no mundo, no mundo a miséria é geral
destrói o capital, destrói o capital,
destrói o capital, destrói o capital,
se o mundo, se o mundo fosse cheio de sapatão
se o mundo, se o mundo fosse cheio de sapatão
seria revolução, revolução das sapatão
seria revolução, revolução das sapatão
Lésbicas e bi, querem visibilidade
Na letra deste funk
Afirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
Pela visibilidade reafirmar identidade
Mulheres se organizam aqui em verso e prosa
Na luta por direitos contra o machismo cor de rosa
Patriarcado cor de rosa, Patriarcado cor de rosa
Patriarcado cor de rosa, Patriarcado cor de rosa
Na letra deste funk muita rima ainda existe
Mas não canto agora, o momento não permite!
o momento não permite
o momento não permite
Para que isso aconteça de maneira que nossa participação não fique invisível, no meio da multidão da parada, vamos no sábado dia 27 uma oficina de cartazes, faixas, pirulitos e standards. temos vários materiais: tecidos, tnt, tinta, lantejoulas, fitas, canetas, cola colorida, pra todas as mulheres fazerem sua própria bandeira e levar para a Av. Beira-mar no dia da parada, para suas reivindicações.
Contamos com a presença de todas vocês, não só na na nossa caminhada na Parada, mas também na oficina de preparação!
JUNTAS SEREMOS + FORTES E MUITO + VISÍVEIS.
PROGRAMAÇÃO:
13h30min – MESA DE ABERTURA
14h – EXIBIÇÃO DOS VÍDEOS PRODUZIDOS PELOS JOVENS DO NÚCLEO DE REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL E DO PROJETO OUTROS OLHARES DA FÁBRICA DE IMAGENS.
15h30min – RODA DE CONVERSA SOBRE A TEMÁTICA DESCONSTRUINDO OLHARES: POR UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL PELA EQUIDADE E DIVERSIDADE.
16h30min – Coffee-Break
Juventude Terrazul inicia campanha sobre Mudanças Climáticas
Para dar início a campanha sobre as Mudanças Climáticas no Ceará, a Juventude Alternativa Terrazul inicia hoje, dia 15 de junho, até o dia 30 de junho as inscrições para o 2° ano da Escola de Formação da Juventude. Este ano a Escola terá formações políticas sobre Mudanças Climáticas e Soberania Alimentar. A proposta é que as juventudes possam conhecer equalificar o debate sobre os temas relacionados ao clima, entendendo não só os fenômenos ambientais, mas também os acordos político-econô micos que estão sendo construídos internacionalmente e que afetarão a vida de todos e todas.
As negociações sobre as questões climáticas já começaram e deverão ser acordadas durante a 15° edição da Conferência das Partes (COP 15) das Organizações das Nações Unidas (ONU), substituindo o Tratado de Kyoto e a Convenção-Quatro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Segundo o estudo publicado em 2008 pela ONG britânicaInternational Institute for Environmental and Development (IEED), jovens e crianças serão os mais afetados pelas mudanças no clima, já que estarão mais vulneráveis a riscos como o aumento no número de doença, aumento no preço dos alimentos, aumento de epidemias entre outras.
Organizado pela Juventude Alternativa Terrazul, em parceria com o Instituto Florestan Fernandes, FADOC- Brasil (Fundo de Apoio para a Dinamização das Organizações Comunitárias de Base) e a Solidarité Socialiste (Solsoc), a Escola de Formação da Juventude terá duração de 8 meses ( julho de 2009 a fevereiro de 2010). Durante o período, os jovens participarão de cinco seminários temáticos que irão ocorrer aos sábados e domingos: Mudanças Climáticas (introdução), Água, Terra, Ar e Fogo (fontes energéticas). Em seguida, ocorrem as oficinas de educomunicação (fanzine, rádio, teatro, vídeo e publicidade) .
Poderão participar das formações, jovens de 14 a 29 anos. Serão aceitas inscrições individuais e de organizações de juventude (centros acadêmicos, associações comunitárias, coletivo jovem de meio, etc). Ao todo, serão selecionados 50 (cinquenta) jovens. O texto completo da Chamada Pública está disponível no Blog Vozes de Gaia (www.juventudeterrazul.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail juventudeterrazul@ gmail.com ou ainda pelo telefone (85) 32810246.
Segundo a organização mundial, a forma como as mulheres são vistas na sociedade contribui para a violência contra elas.
Na semana passada, o Comitê das Nações Unidas de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais lançou uma avaliação sobre o cumprimento de tratados de direitos econômicos, sociais e culturais na Austrália, Brasil, Chipre, Camboja e o Reino Unido. No entanto, a avaliação lançada é apenas inicial. Um documento completo, construído a partir de relatórios periódicos enviados pelos países em questão, está em fase de finalização.
Nessa avaliação inicial, o principal elogio feito ao Brasil foi a adoção da Lei Maria da Penha, em 2006, que prevê a repressão da violência doméstica contra as mulheres, incluindo o auxílio às vítimas. Ainda em relação à população feminina, a ONU elogiou a retirada, do Código Penal, do conceito discriminatório de “mulher honesta”, que era aplicado em determinados casos da violência sexual contra as mulheres e muitas vezes era utilizado para justificar o abuso contra aquelas que eram consideradas “desonestas”. O relatório também ressalta a introdução, em 2003, do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Emprego, para coordenar políticas públicas de emprego para grupos vulneráveis, incluindo indígenas, afro-brasileiros e mulheres.
O Comitê, no entanto, demonstrou preocupação com relação à representação, na cultura brasileira, das mulheres . Segundo a avaliação, essa representação está presente na cultura nacional de maneira generalizada e não apenas nas mídias. O texto da ONU não traz detalhes, mas sugere que a representação das mulheres como indivíduos inferiores aos homens poderia torná-las mais vulneráveis a todos os tipos de violência.
Além das críticas relacionadas às desigualdades de gênero no país, o relatório também chamou a atenção para a cultura da violência e da impunidade do Brasil, destacando as ameaças sofridas por defensores dos direitos humanos. O comitê também observou o grande número de brasileiros trabalhando em circunstâncias similares à escravidão ou sujeitos a formas desumanas de trabalho, particularmente no desmatamento e na colheita de cana de açúcar. Finalmente, destacou também que o desflorestamento continuado impacta negativamente na garantia dos direitos econômicos, sociais e culturais no Brasil.
Sugestões
Uma das maiores críticas do relatório foi feita às políticas públicas destinadas a conter o avanço do número de "crianças de rua". O comitê sugeriu que o Brasil tome medidas eficazes e apropriadas para assegurar-se de que essas crianças tenham garantidos os seus direitos à educação, ao abrigo e à saúde.
Outra sugestão foi feita no sentido de reforçar a ação de enfrentamento do analfabetismo, em particular em áreas rurais e nas comunidades afro-brasileiras. Além disso, apontou para a necessidade de que o país continue a reforçar seus mecanismos legais e institucionais para o combate àdiscriminação no mercado de trabalho e para facilitar o acesso igual ao emprego para mulheres e para as pessoas que pertencem às minorias raciais, étnicas e nacionais.
Além disso, as medidas de seguridade social (previdência) para as populações em situação de maior vulnerabilidade econômica foram criticadas. Foi sugerido que o país intensifique esforços para regularizar a situação dos trabalhadores da economia informal, permitindo-lhes acesso à proteção social básica.
Informando...
Brasília, 08/06/2009
Ensino profissional pode chegar a travestis
Ministério do Trabalho propõe criar cursos de capacitação específicos para integrar travestis e transexuais ao mercado de trabalho formal
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Uma proposta de criação de um plano específico para qualificação profissional de travestis e transexuais foi apresentada na primeira semana de junho pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Cursos ensinariam ofícios à população de travestis como forma de oferecer chances de inserção no mercado de trabalho formal. A idéia foi anunciada durante o I Seminário de Políticas Públicas de Trabalho, Oportunidades e Previdência para Travestis e Transexuais, que reuniu em Brasília lideranças do movimento LGBT (que reúne lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) e membros do governo.
“A maioria dos travestis não consegue emprego formal por preconceitos por conta de sua apresentação física e vai para a prostituição”, diz Eduardo Santarelo, coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. “A gente não quer que essa seja a única opção”, completa. Ele afirma que muitos travestis e transexuais sequer completaram o ciclo escolar básico, já que muitos se sentem estimulados a fugir da escola e ir para as ruas por conta do preconceito.
Os cursos oferecidos seriam parte de uma estratégia que o Ministério já adotou com outras populações vulneráveis, como negros e beneficiários do Bolsa Família. Os Planos Setoriais de Qualificação permitem que vários postos de atendimento local cadastrem desempregados e ofereçam a formação. Há parcerias com empresas de diferentes setores, de forma que os formados têm chances de já saírem empregados.
Neste caso, o Ministério propõe um Plano para toda a comunidade LGBT. Não há prazo para o início das atividades, mas Santarelo espera que até o fim do ano já o programa tenha início. Até o meio de julho, as entidades participantes do seminário em Brasília devem formalizar um relatório com sugestões, inclusive de que tipo de cursos podem ser oferecidos para atender melhor os travestis e transexuais.
Outras áreas
O seminário foi proposto pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e pela ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais). Além do Ministério do Trabalho e da Secretaria de Direitos Humanos, compareceram representantes do Ministério da Educação, da Previdência Social e do o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Santarelo afirma que não há dados sobre a população de travestis no Brasil e que os órgãos do governo não conhecem seu tamanho ou suas demandas. “O objetivo é que essas entidades de mobilização nos ajudem a conhecer melhor”, afirma.
“Essa população vive a exclusão quase total de qualquer serviço público, de trabalho, de saúde, de segurança...”, argumenta Santarelo. “O preconceito afasta ela de qualquer tipo de benefício, ela vive a margem”.
Além da proposta de ensino profissional, o seminário discutiu previdência e educação. Santarelo explica que qualquer um pode ter acesso a previdência, desde que contribua. A proposta do seminário é que grupos do ANTRA, que são divididos por Estado, passem a conscientizar travestis e transexuais da possibilidade de contribuir. “A lei de previdência não discrimina, o profissional do sexo também pode contribuir como autônomo”, conclui Santarelo.
Para a educação, a idéia principal é evitar a exclusão por conta do preconceito. Uma das principais bandeiras da ANTRA é que, nos serviços públicos, haja espaço para que o travesti se identifique com dois nomes (o de batismo, masculino; e o escolhido por ele, feminino) e que seja tratado pelo nome que preferir.
Vídeo para reflexão:
Como pode um país que criminaliza a homossexualidade, fazer cirurgias de mudanças de sexo humanizadas?
Em novembro de 2006, especialistas independentes da ONU, integrantes de comitês de direitos humanos, acadêmicas/os e defensoras/es de direitos humanos das pessoas GLBTT se reuniram em Yogyakarta, Indonésia para definir diretrizes sobre a Aplicação da Legislação Internacional de Direitos Humanos em relação à Orientação sexual e identidade de gênero. Desse encontro, saiu os Príncipios de Yogyakarta, documento que vem ajudado bastante a diminuir as violações de direitos das pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
Confiram o vídeo do lançamento dos Principios no Brasil: