"Quero fazer da minha existencia lesbica feminista a produção crítica de mim mesma e do mundo!"

(frase criada por várias lésbicas feminista do Brasil- Marylucia Mesquita, Luanna Marley, Kaká Kolinsk...)

terça-feira, 26 de maio de 2009

ESCOLA SEM HOMOFOBIA

* Por Luanna Márley



Promover e facilitar a discussão aprofundada e qualificada da lesbofobia, homofobia e transfobia nas escolas, congregando lideranças do movimento LGBT, gestores estaduais e municipais da Educação, representantes dos Comitês Gestores Estaduais do Programa Saúde e Prevenção as Escolas (MEC/Ministério da Saúde) e das Comissões Estaduais de Direitos Humanos, este são os objetivos do Projeto ESCOLA SEM HOMOFOBIA.

Nas cidades de Belém, Salvador, Brasília, São Paulo e Curitiba, acontecem os encontros regionais do Projeto, através de seminários que apresentam a proposta do projeto, bem como os produtos e resultados que ele pretende atingir.

A Finalidade do Projeto é contribuir para a implementação do Programa Brasil sem Homofobia pelo Ministério da Educação, através de ações que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro.

Assim, entre os dias 26 e 27 de maio, na cidade de Salvador, está sendo realizado um dos Encontros Regionais do Projeto Escola Sem Homofobia. Do estado do Ceará, estão representantes do movimento LGBTT de Juazeiro do Norte, Fortaleza, bem como gestores da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Coordenadoria de Políticas Públicas para Diversidade Sexual, e do Governo do Estado do Ceará, através das Coordenações Regionais de Desenvolvimento da Educação - CREDE´s.

Para Felipe Lopes, da Coordenadoria de Políticas Publicas para Diversidade Sexual – Prefeitura de Fortaleza, “esse encontro é essencial para a criação de diretrizes e estratégias que devam ser aplicadas e implementadas pela Prefeitura de Fortaleza, no âmbito da rede municipal de ensino, a fim de enfrentar e erradicar a lesbo/homo/transfobia nas escolas!”.

Negra Cris, militante lésbica negra, do Grupo AJOBI e da Rede Afro LGBT, diz que “o mapeamento da questão da homofobia nas escolas como forma de visibilizar esta problemática é muito importante, pois o encontro além promover a troca de experiência, estamos nos fortalecendo enquanto educadores/as e militantes!”

Adriana Cynthia, Coordenadora da 1ª Coordenação Regional de Desenvolvimento da Educação do Governo do Estado do Ceará, afirma que este Projeto “está vindo num momento propício. Para quem está na ponta trabalhando com as escolas, percebemos o quanto há uma evasão escolar e a discriminação quanto aos LGBT, por exemplo, em relação às travestis, existem problemas quanto ao corriqueiro uso de um banheiro, bem como o despreparo dos/as professores/as que por desconhecimento, por preconceito não conseguem abordar o tema. A porta de entrada para chegar ao professor/a é o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas-SPE.”

Para o LAMCE o grande desafio é: realmente implementar estas Políticas voltadas para Educação e enfrentamento à lesbofobia, transfobia e homofobia em cada Estado brasileiro, tendo em vista que existe e é imposta de forma violenta a heterossexualidade como obrigação, o machismo e os tabus que dificultam realmente o trabalho voltado para a Educação e os Direitos Humanos LGBTT. É preciso estreitarmos os laços entre movimento e gestores/as e, principalmente, fortalecer o controle social e investirmos na EDUCAÇÃO.


DICA DE VÍDEO:

ESCOLA SEM HOMOFOBIA

Vídeo educativo centrado nas oficinas realizadas com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias sobre a temática da homossexualidade nas escolas. Mostra como a vivência na escola pode ser um caminho para o exercício da cidadania plena e um ambiente de respeito à diversidade sexual.

Produção ABIA (2006) – Sistema DVD
Direção: Vagner De Almeida e Luciana Kamel
Duração: 18 minutos

Um comentário:

Ale Guerra disse...

Hey Luanna.. queria aprender também! rss
TE amo. arrazou!